Era uma vez...

Quarta-feira, Outubro 21

Hush...


I never needed you to be strong
I never needed you for pointing out my wrongs
I never needed pain, I never needed strain
My love for you was strong enough you should have known
I never needed you for judgement
I never needed you to question what I spent
I never ask for help, I take care of myself
I don't know why you think you've got a hold on me
And it's a little late for conversations; there isn't anything for you to say
And my eye's hurt, hand's shiver, so look at me and listen to me because

I don't want too, stay another minute; I don't want you, to say a single word
Hush, hush, hush, hush, there is no other way; I get the final say, because
I don't want too, do this any longer, I don't want you, there's nothing left to say
Hush, hush, hush, hush, I've already spoken, our love is broken
Baby, hush, hush

I never needed your corrections
On everything from how I act to what I say
I never needed words, I never needed hurts
I never needed you to be there everyday
I'm sorry for the way I let go
From everything I wanted when you came along
But I'm never beaten from broken up defeats
I know next to you is not where I belong
And it's a little late for explanations; there isn't anything for you to do
And my eye's hurt, hand's shiver, so you will listen when I say, baby

No more words, no more lies, no more crying
No more pain, no more hurt, no more trying

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Segunda-feira, Junho 8

Ninar...

Foge, foge bicho feio que o nenê é da mamãe.
Vai a noite, mais de meio 'inda não adormeceu.
Menininha pende o rosto, reza baixinho e decor
São trindades, o sol posto - dorme, dorme meu amor

Deus por certo se enganou quando o meu bebê nasceu,
pois um anjo me mandou e os anjinhos são do céu!
Menininha, menininha - altas horas a dormir
Com que sonhas pequenina quando te vejo a sorrir?

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Terça-feira, Maio 26

Se sete vidas tivesse...

Sete vidas te daria...

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Quinta-feira, Fevereiro 26

Se conselho fosse bom...

Sigo todos os teus conselhos. Espero que você também os siga ;)

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Quarta-feira, Agosto 20

In Dahmer we trust...

Violênica maior é reprimirem minha agressividade...
'By Malvados...'

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Saudades...

Há pouco mais de um mês e meio minha mãe foi pro Céu. De barco, porque foi à beira mar. E direto, porque alguém como ela, alguém que passou por tudo o que ela passou, não precisou pagar pedágio. A saudade dói muito ainda... quando a dor passar eu conto como foi tudo.
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Eu ainda te amo. Ainda acho que tudo tem conserto, desde que exista amor verdadeiro.
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Sex, drugs and rock'n roll... Talvez eu esteja muito velha pra isso.
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Amo-lhes.
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.Você diz (agora que está adesivado) que o cheiro do cigarro te incomoda... o que incomoda é o cheiro do ovo frito às 22:59hs, subindo pela casa toda...

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Sexta-feira, Junho 20

Nouvelles

Para quem vem por aqui e está curioso para saber da minha mami:

No dia 02 de junho ela veio pra casa. E não precisou mais voltar pro hospital. A primeira semana foi bastante conturbada, pois moro em sobrado e não há nada aqui próprio para um cadeirante. Então a adaptação demorou mais que o desejado. Na segunda semana, graças às coincidências que Ele ou ela (a vida) nos faz passar, arrumamos uma senhora para ficar com meus pais pela manhã, enquanto trabalho. E à tarde eu estou fazendo home-office, para poder dar atenção pra minha mãe e pra minha filhota também. Nos fins de semana mando meu pai pra praia, que é onde ele mora mesmo. Pra ele poder descansar, afinal, minha mãe demanda muita atenção e energia. Por isso eu dou folga pra ele. Sei que não resolve o todo, porque a cabeça (e o coração) ficam aqui. Mas o corpinho vai pra lá, tomar uma brisa e dormir um pouco melhor, e volta um pouco mais revigorado para enfrentar a batalha de mais uma semana.
Estou cansada. Mas feliz. O importante é saber que estou conseguindo cuidar dela. Curtir mais um pouco, bem de perto. Porque no hospital todos cuidavam dela, mas não tão bem quanto euzinha né? Ainda hoje ela falou que gostaria de ir pra praia. Mas tenho medo que ela descarregue demais o meu pai ficando por lá. Aí eu falei pra ela que podemos ir, um fim de semana, pra ela matar a saudade. Mas que lá não tem Fa-fa, e por isso é melhor que ela fique aqui, pelo menos até saber se o dano da medula será ou não permanente. Só vamos saber isso na primeira semana de julho, quando ela fará uma nova ressonância. Às vezes ela diz sentir a barriga, ou a parte mais baixa das costas. Mas não é um sintoma permanente. Então ainda não conseguimos visualizar melhora. Mas vamos indo.
Obrigada mais uma vez pelas orações e energias enviadas. Tenho certeza que foram por elas que eu ainda resisto. Quando o universo (nem que seja só o meu) conspira a seu favor as coisas têm de fluir melhor, né?
Bisous, mes amis.
Amo-lhes.

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Domingo, Maio 11

O Pulso

O pulso ainda pulsa

Minha mãe está 'pulsando'. Tem dias que melhora... nestes dias a vida nela pulsa como o coração da gente depois de descer da montanha russa, com borboletas no estômago e coração na boca, feliz e excitado. Tem dias que piora... nesses dias pulsa como ma ferida inflamada, quente e dolorida, que pulsa para expulsar a infecção, por conta da luta dos cavaleiros brancos que vivem na gente...
O médico optou por não fazer cirurgia, como já contei. E já fez 5 sessões de radioterapia. Faltam 15...

O pulso ainda pulsa...

Deve ser um negócio fortíssimo. Porque ela fica apenas alguns segundos, dentro da sala com "radioativo ionizante" -como diz na placa da porta- e dá mais trabalho transportá-la da maca para o aparelho e do aparelho para a maca do que a radioterapia em si. O especialista gira um contador, como os que existem (iam?) nos rádios toca-fitas, e aperta um botão... assegurando-se de que está do lado de fora da sala e de que a porta não deixará escapar todo aquele mal que o laser tenta destruir...

Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...

Estou de certa forma feliz comigo. Notei que não tenho feito pela minha mãe nada além do que já vinha fazendo. Recebi um conselho que se resume em algo até já batido: viver cada dia como se fosse o último. E notei que eu já andava fazendo isso há algum tempo. Então, não precisei mudar meu jeito de agir com minha mãe. Simplesmente continuo cuidando dela. A diferença apenas é que agora eu sei que ela pode estar prestes a deixar este mundo. E por isso eu tento gravar mais profundamente os momentos. Porque podem ser os últimos.

E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa

E eu sinto cada batida do meu coração. Do coração dos meus, que estão aflitos com tudo isso. Há uma comoção geral... porque minha mãe nunca brigou com ninguém. Pelo menos não sem motivos reais. E se houve alguma rusga sequer, tudo já foi resolvido. O que pulsa em torno da minha mãe é apenas uma antecipação da saudade de todos.

Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...

Estupidez... às vezes a vida é estúpida mesmo. Estúpida no sentido de burra. Porque tira de perto da gente quem não deve. Quem não precisa sair. Quem só contribui.

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...
E essa doença corrói. O corpo é pouco mesmo. Porque o que sabemos é que isto está por todo o corpo, em estágios diferentes. Portanto, sem descontar a existência dos milagres, daqui por diante é ladeira abaixo.... pode aparecer a qualquer hora, de qualquer forma, em qualquer lugar. E ainda tenho que agradecer pela paraplegia (para os entendidos no assunto: lesão completa na T5 e/ou T6). Porque ela não sente nada, absolutamente nada, da linha abaixo do seio até a unha do pé. Portanto, também não sente dor. Não está sofrendo. Teve um ferimento na uretra, por conta da troca da sonda, e não sentiu nada. Só uma fraqueza. Está com um princípio de lesão no calcanhar direito... e sentiu um calor esses dias, por conta da lesão. Mas li em algum lugar que essa sensibilidade é apenas reflexo. Não é sinal de que está (re)percebendo as próprias pernas.

Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Câimbra, lepra, afasia...

Levei ela pra passear na cadeira de rodas no sábado passado. Pela primeira vez. Depois disso todos os dias ela dá uma voltinha pelo hospital. Ela ficou feliz... hoje completa 21 dias internada. Na cama. Muito tempo deitada. A vida sobre rodas pode (será) divertida.

O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Assim...

Assim, vou em frente, impulsionada pelo carinho, orações e apoio vindo de todos os cantos do Brasil, e também de outros lugares (gratidão eterna ao Jesus Jato, hospitaleiro do Caminho de Santiago (Espanha), que pediu para conhecer minha mãe, fez imposição de mãos e orações aqui, para ela e sobre ela.) Dos meus parentes que moram nos EUA, em Portugal. E por todos os amigos que não fazem idéia de quanto me fortificam com seus pensamentos. Obrigada.

(este post conta com participação especial dos Titãs, e com cópia descarada da idéia da Fal de escrever por entre as letras de músicas)

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Terça-feira, Abril 29

Uma definição...

Pequeno update para quem passou por aqui, por agora...

Minha mãe está totalmente incapacitada de fazer uma cirurgia para extrair o tumor. Então a paralisia é permanente. Falei pra ela que andar com rodinhas pode ser divertido. E que ainda há muito para fazer, mesmo sem poder correr e andar. E ela vai direto pra radioterapia. Para ao menos tentar coibir o crescimento desse tumor. Vamos para a batalha novamente. E de quebra eu ganho mais alguns momentos. Ao lado dela...
Obrigada, antecipadamente, a todas as orações, ao apoio. Não sei se conseguirei responder a todos 'personalmente'. Então generalizo, sem deixar de me importar com cada um.
Amo-lhes.
Bisous

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Segunda-feira, Abril 28

Mãe

Há algum tempo atrás escrevi sobre meu pai.
Era seu aniversário e fiz uma pequena homenagem a ele. Expondo o que sentia (e sinto) por ele.

Agora venho aqui para falar da minha mãe.

Minha mãe não me teve 'da barriga'. Sou filha do coração. Penso que quando eu era bem pequena perguntei pra ela de onde vinham os bebês. E ao contrário de muitas mães 'modernas', ela não me mostrou aquele buraquinho entre os outros dois, por onde saem os bebês que são gerados. Mas ela me apontou o coração, bem no meio do peito. E desde que me conheço por gente sei que saí dali. Sem precisar ao menos de um buraco. Porque sei que o coração dela arrebentou. Mai s do que qualquer pele ou mucosa possa arrebentar para que um filho saia. Arrebentou de alegria. De amor. Porque ela me quis. Talvez mais até do que uma mãe que gera seu filho. Ela me esperou. Ficou grávida... no coração. E não vejo hoje prova maior de amor de mãe uma pessoa que é capaz de amar incondicionalmente um 'filho dos outros', como se fosse seu... como sendo seu. Ela me quis (e me quer).
Ela não fez Pedagogia como eu, mas tinha cada tirada pedagógica que deixaria doutores em educação boquiabertos.
Ela aprendeu a escrever (de novo) comigo. Porque quando ela estudou farmácia era com ph. E todas as outras coisas que mudaram... ela re-aprendeu comigo. Na verdade ela foi muito responsável pela minha habilidade de ler tão precocemente... (grande parênteses aqui: eu aprendi a ler com 5 anos e meio, sem ter ido pra creche, sem ter nenhum contato com a alfabetização antes dos 4 e meio. Mas meus pais sempre liam muito. Estive em contato com as letras desde sempre. E tenho certeza que isso foi imprescindível e fundamental para que eu começasse a ler tão cedo). Um dia, nas férias, comecei a juntar as letras do jornal. E ela me ajudou. E quando voltei das férias de julho eu era a primeira em minha turma a ler. Tenho isso até hoje... o hábito da leitura. E livros, muitos livros pela casa... espalhados.
Escrevi muitos bilhetes e cartinhas. Que ela guardou. Numa caixa especial. Pra lembrar quando a mente quisesse lhe pregar peças e fazê-la esquecer certas coisas. Esse dia não chegou. Ela lembra de tudo...
Ela aprendeu a comer cachorro-quente comigo... quando quebrei o úmero aos seis e meio e só tinha uma banquinha de cachorro quente para saciar a fome. Porque ela não me deixou sozinha nem um minuto sequer.
Ela me ensinou as artimanhas dos homens, ao menos dos primeiros que conhecemos. Que eles não querem mais do que brincadeiras... nós mulheres é que esperamos muito.
Ela me ensinou que se você sai com as próprias pernas tem que voltar com as próprias pernas. Se você faz uma cagada você tem que limpar.
Ela me mostrou que mulher que só fica em casa só fala de panelas e fraldas. E ela ficou assim por muito tempo. Mas um dia cansou do assunto e resolveu trabalhar fora. E ela se bateu pra caramba para aprender a usar o computador, a lidar com 'repartições públicas'. A lidar com clientes e empregados. Ela foi chefe. Mas uma chefe mãe. Sempre tinha colo. A maioria dos chefes não têm.
Ela me fez amar música. Todo tipo... cantada, tocada. Cantamos muito juntas. Tocamos muito juntas. Eu ensinei a ela que destino é você quem escreve... fui a pianista que ela não pôde ser. E a sua voz ainda reverbera aqui dentro. Porque ela tem uma voz linda, macia e deliciosa. Ela me ensinou a cantar pra minha filha. Ela ensina minha filha a cantar.
Ela me fez aprender que ninguém pode comprar sua liberdade... a não ser você mesmo. Desde os doces da mercearia, quando eu tinha 13 anos, passando pelos 'modess' aos 15, e as saídas e roupas aos 18. Só eu poderia comprar isso. E não com o dinheiro dela.
Ela me ensinou que um resfriado não te impede de continuar. Não é motivo para ficar em casa, mesmo que a febre te mate. A vida continua e o mundo gira e não dá pra ficar prostrado. Temos que lutar. Fazer o corpo lutar. Porque ninguém luta pela gente.
Ela me ensinou a ser mãe. Ela fez minha filha nascer. Ela me fez subir uma pequena ladeira quando eu estava com 9 meses, 1 dia e uma tremenda barriga pra carregar. Era pra ajudar a 'encaixar' a bebê. No dia seguinte eu estava parindo. E ela ficou do meu lado durante os próximos 40 dias... nada melhor do que mãe da gente durante a 'dieta'... a dita quarentena. Ela fez muitas garrafas de chá, pra que não faltasse hidratação e que meu leite continuasse a fluir. Ela me serviu muitas sopas. Pra não dar cólicas... ela cozinhou sem carne vermelha e sem feijão, tudo pelo nosso bem-estar. E ela me ensinou muito como 'criar' minha filha. E eu só aprendi a ser filha depois que me tornei mãe. Faz tão pouco tempo... só 5 anos. E ela já é mãe há quase 30. Estou, ao menos, 25 anos atrasada...
Ela é forte, sempre foi. Ela é referência, sempre foi e sempre será.
Ela me ensinou a ser forte. Até demais às vezes.... a Zel fala que não devemos nos envergonhar de ser 'mulherzinha'... minha mãe não foi mulherzinha. Sempre foi "macha". E hoje eu penso que talvez ela tivesse que ter sido um pouco menos macha e um pouco mais mulherzinha. Talvez isso tivesse poupado o corpinho dela.
Hoje, estou escrevendo (e infelizmente acho que devia ter escrito antes) não para comemorar o aniversário da minha mãe. Escrevo porque talvez a culpa me corroa. Talvez porque me sinta responsável. Ela hoje, neste momento, está numa UTI. Há 7 meses perdeu um pulmão para um tumor (e não, ela não fuma). Sexta-feira, última, perdeu um pedacinho do cerebelo, para outro tumor. E junto, esse tumor levou o movimento das pernas dela. Hoje ela está deitadinha, e o buraco (do pulmão extraído) deu espaço para outro tumor. Essa doença terrível está comendo ela por dentro. Atingiu a medula. E eu aqui, com duas pernas ótimas, sem poder me mexer. Não tenho o que fazer. Estou atada. E sem ação. Dependendo de médicos, enfermeiros. E da vontade Dele (sim, eu tenho fé... apesar de toda dificuldade existente em mantê-la nesse momento). Talvez Ele esteja com saudades dela. Pra mim faz tão pouco tempo, mas pra Ele talvez 55 anos seja muito. E creio que Ele sabe o que faz. Apesar de minha razão ( e meu coração) não saberem disso.
Tanta coisa pra fazer ainda... e eu aqui, parada. Se eu pudesse ser como na matrix, tiraria tudo isso de dentro dela com a mão. E se não desse pra ser como matrix talvez eu pudesse trocar de lugar com ela. Ao menos pegar esse tumor pra mim. Assim nós ficaríamos mais um pouco juntas.
Tudo que estou falando pode ser tolice. Pode ser que tudo, no fim, termine bem. Mas eu precisava falar. E aqui, não falei tudo. Só um pedaço. Só um pequeno pedaço.
Te amo mãe. Não sei se estou pronta para ficar sem você. Mas se você quiser realmente ir, eu terei que aprender. E, num exercício de não-egoísmo, te permito ir. Me perdoe pelo que fiz. E também pelo que não fiz. Um dia, seja logo ou mais adiante, vamos nos encontrar novamente.
Saiba que a VIDA que você me deu pelo seu coração vai VIVER no meu coração, para sempre.
Te amo.
Beijos
Fa

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Sexta-feira, Abril 4

Estrogênio??

Sabem, o tempo passa.
Mas confesso que a maturidade é ótima... olha só isso :O


New kids on the block (versão 4.0, ou quase isso).
Não pelas músicas, of course, porque eu só gostava das antigas quando era menininha.
Mas, convenhamos,....... (texto censurado senão Sr.Marido fica enciumado)

Bisous

post inspirado no momento estrogênio da Zel ;)

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Sexta-feira, Março 28

poema de uma linha só

meu comentário no blog da Ale sobre dor (sem querer achei poético)


Dor... (a) todas temo (s)!

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Eu...

tô cansada,
de doença
de ter que resolver tudo sozinha
de ser a 'fodona'
de ser a malvada
de cuidar de tudo e de todos
tô muito cansada.
Mas ainda estou viva.

E como li lá na Ale: não sou macia, não sou gentil. Sou guerreira.

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Terça-feira, Agosto 21

Out...

Estou fora, trabalhando como uma doida... mas feliz pra caramba. Se quiserem, me esperem. Se cansarem ou ficarem com muita saudade me escrevam: fabiola_goulart@yahoo.com.br

Bisous mes amies!

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Quarta-feira, Julho 4

Happy Birthday!

Filha,
parabéns atrasado por aqui, mas ontem eu, com você, revivi emoções fortíssimas, deliciosas, do dia em que você entrou na minha vida, 'de corpo e alma'. Porque no meu coração você sempre morou, desde sempre. "Coisa mais linda do mundo da mãe" eu te amo, do tamanho do mar azul, do tamanho do céu, um milhão.
Seja feliz! Sempre!
E me perdoe, de vez em quando.
Eu ama! (não mamãe, você ti ama)
Então ti amo! Tudo!

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Matrix

Acabo de ver uma chamada do filme Matrix, quando o Neo entra na 'sala de controle' e conversa com 'deus'. deus tem o cavanhaque torto...
Assistam, procurem no you tube, tô sem paciência para tal... já dei a dica.
Falha nossa.... quero meus créditos

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In "Dahmer" we trust


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Sexta-feira, Junho 15

Drops (Falzuca, roubei)

Passos de Anchieta... amei! Quem sabe, quando eu achar o cabo da máquina digital, eu mande algumas fotos.

Amizade... a melhor conquista que podemos fazer. E que temos que cuidar para não perder. Amigos, meus caros, amo todos vocês. (E quem quiser que vista a carapuça)

Ficar uns dias longe da pequena foi bom... passei a vê-la com outros olhos. Meu Deus, como ela cresceu!!! :)

Bela troca: um time perdendo por uma foda homérica. Cada um, cada um.

Marcar: não tente ajudar quem não quer ser ajudado. Se Deus só ajuda quem cedo madruga... quem sou eu, não é mesmo?

Vou te contar: tem gente que paga pra ficar doente né?!!

Família ainda dodói. Confesso que devo ter nervos de aço. Porque haja força para suportar tudo o que tem acontecido nos últimos 12 meses... Inferno astral mais longo de toda a minha parca existência....

Mó legal, viu?! ;)

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Sábado, Maio 26

Empatia...

Como é possível para uns a completa ausência de empatia. Se vejo alguém sofrendo, sinto o sofrer em mim, mesmo que de maneira superficial.
Mas existem pessoas que conseguem abstrair de tal maneira que são capazes, mesmo sabendo que seus parentes estão em sofrimento, sair e se divertir, como se nada estivesse acontecendo.
Seu avô, por afinidade, está passando por uma cirurgia grave, complicada. E apesar de todo o desespero de sua esposa, neta real do paciente, ele consegue sair e se divertir com os amigos, justificando o ato como profissional... mesmo sabendo (ambos) que não há nada profissional no tal encontro. Sua bisavó teve que retornar ao hospital, depois de uma tentativa frustrada de deixá-la morrer ‘em casa’, e ainda assim o tal evento ‘profissional’ entra na frente.
Como é possível não se condoer pela situação alheia, mas alheia não externa, e sim, interna. Alheia porque simplesmente não pertence à pessoa. Alheia porque pertence a alguém que não mora dentro de si. Alguém com quem normalmente se diria importar-se.
Acho isso incrível... impossível de crer. Literalmente. Até estranhos à situação sentem-na mais profundamente. Sentem-na como se fosse sua. E você... está há apenas uma hora no tal ‘happy hour’. Talvez eu é que seja extremamente mal-humorada e não seja capaz de ter uma hora feliz após tantas ‘disgracenças’. Deus que me perdoe...

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